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Aplicativos de pegação: filtros de condição HIV sim ou não?


O Grindr ganhou criticas no enquete sobre a condição sorologica HIV que fez nos meses de junho e julho. Na pesquisa do App de paquera  incluiu apenas duas perguntas simples: “Qual é sua condição atual de HIV?” e “O que você acha se o Grindr prermitiu-lhe filtrar os caras que você vê por condição de HIV?”.

Em um comunicado, um representante Grindr disse que a pesquisa é um esforço para entender melhor os seus utilizadores e para puxar debates.

“Temos observado um aumento significativo de perfis de usuário discutindo abertamente sua condição de portadores HIV e datas de teste. Sendo que esta não tem sido uma parte de nossas opções de perfil, até à data, estamos fazendo o levantamento de opiniões de usuários para determinar tanto seu desejo de compartilhar esta informação como as formas de evitar a estigmatização e proporcionar apoio adequado “, disse o comunicado. “Às vezes, isso envolve fazer perguntas desconfortáveis.”

Daniel Reeders, estudante de doutorado da Universidade Nacional da Australia e pesquisador do estigma do HIV opinou:

“Os aplicativos não deveriam , porque não há nenhuma maneira de garantir que a privacidade e segurança será protegida para as pessoas que divulgam que são positivos (…) O assédio que as pessoas HIV-positivas enfrentam podem ser extremas, mesmo que seja de um pequeno segmento da comunidade. As pessoas já têm a capacidade de revelar a sua condição em seu texto de perfil, se optar por fazê-lo. “

Outros Apps, como o Hornet, já tem disponível a opção. Segundo a Hornet, a opção KYS (do inglês “Know Your Status”, em portugues, “saiba sua condição”) é em benefício da sua própia saúde e a saúdo dos outros. “A prevenção da infecção é responsabilidade de ambas partes”.

Vantagem ou desvantagem?

Embora um filtro de HIV pode ter o benefício de permitir que pessoas HIV-positivas conhecer outras pessoas – evitando conversas potencialmente constrangedoras e estigmatizantes – também poderia ter um lado escuro: criando uma falsa sensação de segurança.

Outra preocupação é que possam aumentar o estigma e a discriminação contra as pessoas vivendo com o HIV, isolando-los ainda mais socialmente.

Como alternativa tem especialistas que acham que em vez de um filtro, seria melhor deixar a escolha nas mão dos usuários. Permitindo que os usuários expressem livremente sua condição em seus perfis e conversas puderia evitar mal-entendidos que possam levar a mais estigma e infecção.

Fonte: com informações da CNN